A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 26/05/2022

A cantora Elis Regina, expõem na canção “Como Nossos Pais” que apesar de tudo que ela ja passou e dos anos transcorridos, ela ainda é a mesma. Paralelamente, na contemporaneidade, mesmo com todos os direitos conquistados, séculos que passaram, o país ainda cultiva costumes antigos: a analfabetização, nesse caso, a digital, fato no qual ocorre devido a um paradigma histórico que acarretada no silenciamento governamental e na permanência desse estigma no corpo social.

Primeiramente, cabe ressaltar que a questão dos analfabetos não é nova no cenário brasileiro. Na época colonial somente os filhos de grades latifundiários tinham o privilégio de estudar, pois a população que trabalhava, nesses locais, sempre tinham todas as suas horas do dia focadas na labuta, isso só passou a mudar com o êxodo rural, onde as pessoas tiveram que aprender a ler e escrever de maneira abrupta para ingressarem no mercado de trabalho. Como resultado, na atualidade temos uma população despreocupada com a educação digital, pois, acreditam que não terá utilidade no dia a dia, e possuem a perspectiva que somente sabendo o básico- abrir plataformas de comunicação ou ler jornais- já basta, fato que, infelizmente, provoca o analfabetismo digital.

Diante desse panorama de herança colonial, o silenciamento governamental é uma consequência desse óbice. Segundo Martha Medeiros, renomada poetiza nacional, o indivíduo silencia aquilo que não quer quer venha à tona. Consoante a tal máxima, o Governo brasileiro mantém a questão do analfabetismo silenciado para não ficar evidente sua ineficiência e descaso para acabar com essa problemática das estruturas nacionais. Havendo a necessidade de dar voz a essa questão para ultrapassa-la.

Diante dos fatos aventados, faz-se mister para solucionar a questão do analfabetismo no Brasil, que o Ministério da Educação e o Ministério da Comunicação- órgão responsável pelas políticas de inclusão digital- promova em âmbito social palestras sobre a necessidade da educação e digital para um bom uso da mesma, por meio transmições em horário nobre nas redes televisivas. Dessa maneira. não só a questão do analfabetismo não será mais silenciada no contexto brasileiro, mas também não será mais perpetuado um padrão histórico