A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 25/05/2022
O Artigo 5º da Constituição Federal de 1988 defende os direitos e o bem-estar so-cial. No entanto, há uma lacuna na garantia desse direito na questão do analfabe-tismo digital no Brasil, o que, além de grave, torna-se uma barreira inconstitucional. Diante dessa perspectiva, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude da negligência governamental e da falta de instrução.
Nesse contexto, evidencia-se que o descaso estatal é o responsável pela falta de e-ducação digital. Nesse cenário, o pensador Thomas Hobbes fala que o Estado é res-ponsável por garantir o bem-estar social. Entretanto, a realidade no Brasil, é di-ferente da discorrida pelo autor, pois, o Governo por não investir em equipamen-tos e no ensino tecnológico, acaba violando o direito a inclusão computacional, consequentemente isolando pessoas que não sabem nem o básico de como manu-sear dispositivos. Logo, é inaceitável, essas diferenças sociais, já que a maior parce-la da população que vive em comunidades carentes, são leigas no mundo eletrôni-co e nem tem acesso a internet, fato que agrava ainda mais esse impasse.
Outrossim, vale ressaltar a desinformação como promotor do analfabetismo digital.Sobre isso, na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de con-flitos e problemas. Sob esse viés, diferente da Utopia, com o avanço dos meios digi-tais, nossa sociedade vem crescendo e com isso, impacta no país e na vida das pes-soas, pelo fato de quase tudo envolver a tecnologia, mas por não ter alguém instru-indo e ensinando como manusear, algumas pessoas vão ficando para trás em rela-ção a outras, por exemplo, em entrevistas de emprego, visto que, a maioria das empresas exigirem pelo menos curso básico de informática. Desse modo, na medi-da em que não conseguem emprego, não podem exercer sua cidadania.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham a atenuar o analfa-betismo digital. Para isso, o Ministério da Educação deve financiar projetos educa-cionais, por meio de campanhas na mídia em horários estratégicos, como palestras e campanhas em espaços públicos, para que as pessoas saibam discernir seus di-reitos e deveres. Dessa forma, espera-se que a sociedade alcance a utopia de More.