A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 25/05/2022
A ordem constitucional vigente, inaugurada em outubro de 1988, guia-se pelo propósito de construção de bem-estar, a igualdade e a justiça como valores supremos. Contudo, mesmo diante desses preceitos na Constituição Federal, bem como do direito à educação, os casos de analfabetismo digital persistem na sociedade brasileira. Assim, a fim de mitigar esse problema, há de se combater a inoperância governamental e a falta de debate.
A princípio, é interessante pontuar que a negligência do Estado é uma das causas do problema no país. De acordo com a Constituição Federal, o Artigo 6° é um direito social. Nesse sentido, imagina-se que o analfabetismo digital é garantido por tais direitos, pois tal artigo assegura o direito à educação. No entanto, infelizmente, o Estado não atua em defesa do ponto de vista coletivo previsto constitucionalmente, já que grande parte da sociedade ainda sofre com essa paridade. Esse sofrimento ocorre pois o Estado não dá a importância significativa para tal problema.
Além disso, a problemática encontra terra fértil no individualismo e na falta de empatia. Isso é devido ao fato de que a sociedade não vê necessidade de falar sobre algo que não lhes afetam. Na obra “Modernidade Líquida”, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência uma grande parte da população brasileira sofrendo com a não alfabetização tecnológica. Assim, essa liquidez que influi sobre a questão do analfabetismo digital funciona como um forte empecilho para sua resolução.
É urgente, portanto, que medidas sejam tomadas para combater o analfabetismo digital no Brasil. Nesse sentido, as escolas - responsáveis pela transformação social - devem descontruir a ausência governamental, por meio de projetos pedagógicos, como ações comunitárias capazes de diminuir o individualismo. Essa iniciativa teria a finalidade de mitigar a falta de debate e de garantir que o Brasil seja uma nação saudável e, de fato, livre do analfabetismo digital .