A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 25/05/2022
Perante o ponto de vista filosófico de Santo Tomás de Aquino, os cidadãos de uma coletividade democrática possuem todos a mesma relevância, além dos mesmos direitos e deveres. Não obstante, nota-se que, no Brasil, a população carente compõe um povo demasiadamente desfavorecido no tocante ao processo de se coabitar em equipolência, visto que o país enfrenta uma série de incitações para atender essa demanda. Nesta situação, a questão do analfabetismo digital é recorrente na sociedade, isto tem base em fatores políticos e sociais.
Em primeiro plano, é fulcral salientar que o filósofo Jean-Jacques Rousseau afirma que o Estado se responsabiliza pelo estabelecimento de condições básicas ao promover o bem estar do âmbito populacional. Entretanto, a perspectiva defendida pelo intelectual não se concretizara na realidade hodierna, haja vista a questão do analfabetismo digital, reflete na ineficiência do Estado em promover um ambiente igualitário no âmbito educacional. Em vista disso, é necessário políticas públicas que visem a introdução da disciplina tecnológica nas escolas. Logo, percebe-se que o Poder Governamental, ao não efetivar o pensamento de Rousseau, promove uma das causas do problema.
Além disso, é notório a falta de acesso à tecnologia no país. Desse modo, segundo dados do Instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE), cerca de 86,6 milhões de brasileiros não tem acesso à tecnologia, isso mostra a desigualdade vigente no âmbito tecnológico, promovendo o problema chamado ignorância virtual. Dessa forma, os dados divulgados pelo IBGE mostra a realidade social que impera no Brasil.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir a questão do analfabetismo digital no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, realizar investimentos e parcerias, para distribuição e incentivo de tecnologia tanto em escolas como em regiões mais carentes e isoladas, a fim de que possa possibilitar um ambiente mais justo e igualitário. Somente assim, o Ministério da Educação conseguirá alcançar o que o filósofo Santo Tomás de Aquino sustenta como sendo o ideal para uma coletividade democrática.