A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 27/05/2022

Para o filósofo Bauman, “não são as crises que modificam o mundo e sim, nossa reação a elas”. Entretanto, podemos observar uma lacuna no posicionamento não só social, como também governamental no que diz respeito ao analfabetismo digital no Brasil. Portanto, é imprescindível analisar a negligência estatal e o silenciamento midiático, pois são os grandes influenciadores da problemática em questão.

Diante desse cenário, deve-se ressaltar o desleixo governamental como um dos impulsionadores do analfabestismo digital brasileiro. Nessa perspectiva, o Estado, como garantidor dos direitos individuais, tem a obrigação de proporcionar meios que auxiliem o progresso social. Todavia, as autoridades rompem com essa conformidade, pois investem no avanço dos meios tecnológicos mas não em educação eletrônica populacional e segurança cibernética, induzindo o aumento de ataques nas redes. Logo, é inaceitável que a situação perdure, caso contrário, trará mais prejuizos para os brasileiros.

Ademais, os entraves acerca do silêncio nas mídias sintetizam outro desafio a ser sanado com urgência. Sob a perspectiva da escritora Marina Colassanti na crônica “Eu sei, mas não devia”, a sociedade moderna banaliza os seus problemas. Nesse contexto, há de se perceber a intrínseca relação com o tema, pois mesmo ocupando a quarta posição no ranking da The Economist dos paises que mais confiam em informações compartilhadas nas redes, não há movimentação midiática em favor da consientização da veracidade dos dados na internet.

Portanto, é dever do Governo, em parceria com as grandes empresas de telecomunicação, não só investir na segurança digital, como também em campanhas de consientizção por meio de aulas educativas, capazes de esclarecerem os riscos digitais. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser a dimunuição da analfabetização digital brasileira. Dessa forma, alcança-se o bem-estar social e a mudança, como defende Bauman.