A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 26/05/2022

A terceira revolução industrial também denominada de revolução-técnico-cientifíca-informacional trouxe vários avanços para a sociedade, entretanto, em comparação com países desenvolvidos o Brasil teve um avanço tardio. De maneira análoga a isso, o atraso do alfabetismo digital. Nesse prisma destacam-se dois aspectos importantes: a confiança nos meios digitais e a ampliação das diferenças socioeconômicas.

Em primeira análise, evidencia-se a confiança nos meios digitais. Sob essa ótica, a ausência de preparo para o uso da tecnologia é o principal fator para a: credibilidade de fake news e golpes virtuais. Segundo estatísticas do dfndr lab, laboratório de segurança digital da PSafe, em outubro de 2020 cerca de 2,2 milhões de brasileiros cairam em golpes virtuais. Dessa forma, entende-se que um dos principais problemas do analfabetismo digital encontra-se no uso leigo da tecnologia de pessoas que possuem acesso.

Além disso, é notório a ampliação das diferenças socioeconômicas. Desse modo, a inserção da tecnologia no cotidiano para realização de ações como: trabalho e estudo tem se tornado um dos principais impactos na vida de pessoas em situação economicamente vulneravéis, e em vários casos, tem privado-os de direitos como à educação. Consoante a isso, o preço da tecnologia utilizada tem se tornado cada vez mais cara, enfatizando a frase do filosófo francês Pierre Lévy, “Toda nova tecnologia cria seus excluídos”.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o analfabetismo digital no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceria com o Ministério da Educação (MEC), fazer um planejamento para introduzir cursos de informática básica nas escolas, afim de promover o uso inteligente das tecnologias pra futuras gerações. Somente assim, o Brasil terá uma avanço significativo em sua evolução para uma nação tecnologicamente desenvolvida.