A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 31/05/2022
De acordo com Steve Jobs, “A tecnologia move o mundo.” Nesse contexto, é notó- rio que vivemos sobre efeito da 4ª Revolução Industrial, uma vez que é impossível ocorrer uma ruptura entre tecnologia e ser humano. Contudo, percebe-se que o analfabetismo digital ainda persiste no Brasil devido `a falta de acesso e como con- sequência, a probabilidade de ser vítima de fake news.
Em primeiro lugar, evidencia-se a falta de acesso a internet como fator determina-nte para a persistência do analfabetismo digital na sociedade. Na opinião do advo-gado e historiador Victor Hugo, a falta de acesso `a internet só poderá ser solucio-nada quando a inclusão digital for considerada um direito fundamental. No entan- to não é o que acontece na atualidade, visto que 43,8% dos brasileiros alegam não saber usar tal efeito ocasionado pela 4ª Revolução Industrial . Diante disso, é lame- ntável tamanha desigualdade, pois para adiquirir quaisquer conhecimento é nes-cessário, sobretudo, estar conectado.
Em segundo lugar, é válido ressaltar que analfabetos funcionais são mais prope- nsos a serem vítimas de fake news. Para Zygmunt Bauman, habitamos na era da modernidade líquida, caracterizada pela fluidez e rapidez com que as relações e ideias são feitas e disfeitas. Com isso, é preocupante o fato de que devido a sua falta de informação e a vida ativa nas redes sociais- lugar aonde mais ocorre tal problema- torna-se fácil a proliferação de notícias falsas seja ela simples ou grave. Assim, é importante salientar que a tecnologia além de mover o mundo com inova- ções, trás consigo também riscos para a população.
Portanto, observa-se que o analfabetismo digital no Brasil está diretamente liga- do ao descaso com a educação a respeito das novas ferramentas. dessa maneira, cabe ao ministério da Educação desenvolver projetos em todos os Estados, por meio de palestras, levando especialistas formados em tecnologia de modo a ensi- nar o uso correto e consequentemente fazer com que os 43,8% de pessoas possam finalmente usufrir do seu direito.