A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 22/06/2022

Em 1940, o escritor judeu-austríaco Stefan Zweig veio para o Brasil por conta da expansão nazista na Europa. Maravilhado com o potencial do país latino-americano, escreveu um livro, cujo título é digno de reflexão: “Brasil, país do futuro”. Sob essa ótica, no contexto brasileiro tal perspectiva não se faz presente, uma vez que o analfabetismo digital no Brasil apresenta desafios que impedem esta concretização. Dessa forma, convém analisar e discutir a desigualdade socioeconômica e a falta de preparação e estruturação nas escolas.

Em primeira análise, evidência-se a desigualdade socioeconômica como um dos impulsionadores do analfabetismo digital no Brasil. Nesse sentido, de acordo com um levantamento feito pelo Instituto locomotiva e da consultoria PwC, cerca de 33,9 milhões de pessoas não tem acesso a Internet e 86,6 milhões não conseguem se conectar diariamente. O fato de o Brasil estar entre os 10 países mais desiguais do mundo agrava esse entrave.

Além disso, convém infatizar a falta de preparação e estruturação das escolas como um dos fatores que agravam essa problemática. A Constituição Federal de 1988, em seu art.6°, assegura o direito à educação como indispensável a todos os cidadãos brasileiros. Porém, na realidade brasileira, isto não é concretizado, pois é notório a falta de preparação e estruturação das escolas em relação a tecnológica ao não concederem uma formação para que os alunos possam dominar as ferramentas tecnológicas.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar a questão do analfabetismo digital no Brasil. Dessa maneira, cabe ao governo investir nas classes menos favorecidas e garantir acesso aos meios tecnológicos. Ademais, cabe ao ministério da educação, juntamente com o estado, investirem na construção de salas de informática que sejam acessíveis a toda população, principalmente nas

escolas, a fim de promover a alfabetização digital. Desse modo, espera-se uma sociedade mais igualitária.