A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 27/05/2022

Machado de Assis, em seu período realista, despiu a população brasileira e alegou críticas aos comportamentos egoistas e superficiais, os quais definem essa nação. Não distante da ficção, observa-se aspectos similares no que tange à questão do analfabetismo digital. Nesse sentido, é perceptível como causas do problema, a negligência governamental, bem como falhas no sistema educacional.

Convém ressaltar, em primeiro plano, que a indiligência do Estado é uma grave problemática impregnada na coletividade nacional. Segundo o Contrato Social, proposto pelo contratualista John Locke, é dever do Estado cumprir ações as quais assegurem o bem-estar coletivo. No entanto, isso não ocorre, tendo em vista que, grande parcela da sociedade brasileira não tem acesso a tecnologia de qualidade e conhecimentos sobre o mesmo, pois não é garantido o acesso a internet, e aparelhos para acessá-la, como celulares, tablets, computadores. Nesta perspectiva, para a completa refutação da teoria do contratualista e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.

Além de tudo, essa adversidade é fortemente presente nas lacunas no ambiente escolar. Posto isso, de acordo com Paulo Freire, educador e filósofo brasileiro, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção. Contudo, isso não acontece na prática, visto que o desprovimento de conhecimento digital afeta diretamente a população, de maneira que muitas vezes precisa de terceiros para realizar tarefas básicas, que um indivíduo com esse conhecimento realizaria. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o analfabetismo digital no Brasil. Dessarte, a fim de combater a exclusão do exercício da cidadania no ambiente virtual, é preciso que o Governo, por meio do MEC (Ministério da educação), realize palestras, aulas e atividades ensinando a ultilização do meio digital, e dê acesso aos alunos para realizar isso na prática, podendo ser aderida a construção de salas de informática e disponibilidade de computadores para uso dos mesmo. Espera-se, assim, que os comportamentos egoístas e superficiais citados por Machado de Assis não venham mais à acontecer na realidade atual.