A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 30/05/2022

O filme “Um senhor estagiário” retrata a volta de Ben, um executivo de 70 anos ao mercado de trabalho, por meio do programa de estágio para idosos, onde descobriu possuir dificuldades com os meios tecnológicos. Nesse contexto, no Brasil, os idosos e pessoas de classes sociais vulneráveis também enfrentam desafios para serem inseridos a essa nova realidade devido o analfabetismo digital. Desse modo, a baixa de acessibilidade nos sites, bem como, a falta de medidas governamentais inclusivas, configuram essa problemática.

Em primeira análise, de acordo com o filósofo Pierre Levy, toda tecnologia cria seus excluídos. Nessa perspectiva, os indivíduos da terceira idade e os de classes sociais mais baixas apresentam inúmeros obstáculos na utilização de ferramentas tecnológicas, uma vez que não há a preocupação por parte dos criadores de “sites” e “software” em desenvolver meios de uso mais simples voltados a acessibilidade de todos os cidadãos. Por conseguinte, nota-se a exclusão digital, a qual acarreta na falta de cadastros públicos, por exemplo, para o recebimento de recursos básicos.

Ademais, com o advento da Revolução Técnico- Científica- Informacional, houve mudanças significativas nos meios de produção e na economia mundial. Paralelo a isso, muitas empresas nacionais estão avançando no campo tecnológico, as quais priorizam o conhecimento de pessoas que saibam utilizar tais ferramentas. Nesse sentido, encontra-se uma relidade distante para os idosos e indivíduos de camadas sociais menos remuneradas, pois os mesmos não conseguem realizar atividades digitais sozinhos. Logo, há o isolamento social, pois essa camada populacional fica a margem do desemprego.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o problema do analfabetismo digital no Brasil. Assim, os profissionais criadores de “sites” devem desenvolver uma maior acessibilidade nessas ferramentas, por meio de funções intuitivas mais adequadas a essa população, afim de promover inclusão nas relações teconológicas. Além disso, as perfeituras municipais devem criar cursos presenciais sobre o básico de tecnologia, por meio de grupos interativos, objetivando atingir o máximo de indivíduos que necessitem de tal recurso.