A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 27/05/2022
O livro “Cidadania de Papel”, de Gilberto Dimenstein, diz que a Constituição Federal somente ocorre no papel, percebe-se isso no artigo 6º da Carta Magna, na qual apresenta que todos possuem direito a educação, porém não é isso que acontece realmente, muitos cidadãos brasileiros não sabem utilizar os meios digitais. De maneira análoga, há o analfabetismo digital no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: déficit de informações e preconceito sobre os analfabetos dos meios eletrônicos.
Em primeira análise, evidencia-se a escassez de conhecimentos sobre o uso desse novo meio de comunicação e serviços. Sob essa ótica, segundo o IBGE, 170 milhões de brasileiros não sabem utilizar a internet corretamente, percebe-se isso pela extrema quantidade de ataques hackers, em contas de banco, métodos de pagamento virtual e em redes sociais. Dessa forma, é inaceitável que obstáculos continuem a existir na sociedade, tendo em vista que a inúmera quantidade de leigos digitais são um dos motivos para o desequilíbrio social.
Além disso, é notório que há um preconceito no que se refere aos leigos digitais. Desse modo, há uma enorme discriminação em escritórios e entre pessoas do cotidiano, muitas crianças são discriminadas por não saber utilizar esses meios eletrônicos e também trabalhadores que não sabem utilizar algum recurso tecnológico, como Word, Excel, PowerPoint e muitos outros. Logo, indiscutivelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver esse problema.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o analfabetismo digital. Para isso, a mídia deve criar um projeto que vise informar a população sobre a maneira correta de utilizar os recursos tecnológicos. Isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e de reportagens, com a participação de profissionais competentes e membros da comunidade, a fim de garantir os direitos dos indivíduos prejudicados e mobilizar a população. Somente assim, o Brasil poderá, de fato, mudar o seu destino positivamente.