A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 30/05/2022
O documentário “O dilema das redes’’, exibido pelo Netflix, retrata a manipulação de usuários das redes, que estão propícios a acreditar em toda informação apresentada na internet. De maneira análoga a isso, nos dias atuais, o analfabetismo digital facilita essa manipulação, pois os usuários não possuem o conhecimento básico para filtrar as informações que recebem. Nesse prisma, destaca-se dois aspectos importantes: a falta de acesso ao digital e a carência de instrução.
Em primeira análise evidencia-se que os cidadãos brasileiros não possuem o devido acesso aos meios digitais. Sob essa ótica, segundo o IBGE 170 milhões de brasileiros não têm acesso à internet no país, consequência da baixa renda que cria um cenário de desigualdade, onde para a maioria dos cidadãos o sustento excede a necessidade do acesso a internet. Dessa forma, inexiste medidas que ampliem o acesso a rede o que mantem o indivíduo afastado do meio digital, impossibilitando a aprendizagem do manuseio adequado dessa tecnologia.
Além disso, é notório a falta de orientação às pessoas identificadas como analfabeto digital. Desse modo, é necessário que haja pessoas com capacidade e o conhecimento adequado para instruir a população a realizar operações básicas e fundamentais que são recorrentes do cotidiano. Consoante a isso, o notório filósofo brasileiro Paulo Freire afirma que se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda, enfatizando a necessidade de ajuda e instrução para os indivíduos com esse analfabetismo.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir a questão do analfabetismo digital. Dessa maneira, cabe ao governo federal elaborar um plano de ação educacional e tecnológico, por meio do Ministério da Educação e das Comunicações , realizando programas e projetos que garantam o acesso a internet assim como o conhecimento do seu uso digital, a fim de ampliar o desenvolvimento do cidadão em relação as novas tecnologias que são inseridas em nosso cotidiano. Somente assim, teremos um país com mais indivíduos capacitados para as novas gerações tecnologicas e menos pessoas desinformadas e manipuladas pelas informações que nos cercam.