A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 31/05/2022

Observando o cenário atual, é possível perceber a ocorrência de uma Revolução Tecnológica, em que há uma transição do mundo materialista e tangível para um mundo digital e intangível, sendo assim, indispensável o uso das tecnologias, já que se tornaram elementos essenciais para a realização de atividades atuais. De maneira análoga é isso, é evidente o problema do analfabetismo digital no Brasil. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a falta de acesso às tecnologias e a falta de instrução para o uso das mesmas.

Em primeira análise, evidencia-se a falta de acesso às tecnologias. Sob essa ótica, segundo o Índice de Gini, ferramenta utilizada para medir o nível de desigualdade dos países, o Brasil está entre as 10 nações mais desiguais do mundo, sendo como exemplo desse desequilíbrio o acesso ao digital, em que, conforme os estudos realizados pelo Instituto Locomotivas e pela empresa de consultoria PwC, 33, 9 milhões de pessoas não tem acesso a essas ferramentas. Dessa forma, o meio digital torna-se algo limitado, promovendo aos indivíduos dificuldades de inserção no meio social, no mercado de trabalho, bem como no próprio desenvolvimento pessoal.

Além disso, é notório a falta de instrução para o uso das tecnologias. Nesse aspecto, a utilização dos meios digitais se restringe ao uso cotidiano, como a troca de mensagens e publicações, assim, nem todos os recursos proporcionados pelas tecnologias são explorados, ou seja, as informações que recebemos a todo instante não necessariamente são compreendidas, como defendido pelo filósofo Zygmunt Bauman. Consoante a isso, a manipulação da população se torna algo muito comum e frequente dentro desse meio.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter o analfabetismo digital no Brasil. Dessa maneira, cabe ao governo federal e ao Ministério da Educação (MEC), proporcionar o acesso às tecnologias para todos, através de investimentos tecnológicos nas escolas, na formação de professores qualificados e na implantação de cursos técnicos voltados a área de TI (tecnologia da informação), a fim de ampliar os conhecimentos dos cidadãos. Somente assim, todos estarão aptos a enfrentar o novo cenário criado pela Revolução Tecnológica.