A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 30/05/2022
A Revolução Industrial foi marcada por vários avanços tecnológicos, um exemplo disso é a internet e o celular, facilitanto a vida do corpo social. Entretanto, na sociedade brasileira, nem todos os cidadãos possuem as condições financeiras ou a capacitação necessária para usufruir desse recurso. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato, para que uma sociedade integrada seja alcançada.
Com base nesse cenário, é importante ressaltar a educação como o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a décima terceira posição na economia mundial, seria lógico julgar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido no analfabetismo digital. Essa conjuntura, segundo o filósofo inglês, John Locke, configura-se como uma violação ao “Contrato Social”, visto que o Estado não cumpre sua função corretamente.
É essencial, ainda, salientar que o analfabetismo digital é um problema socioeconômico, em decorrência ao subdesenvolvimento do território brasileiro, e causa a chamada “Exclusão Social”, aumentando a ignorância social, uma vez que limita o acesso a esses recursos tecnológicos. De acordo com Zygmund Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações socias, políticas e econômicas é característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante desse contexto, é necessário que medidas sejam tomadas para que todos possam exercer seu papel de cidadão na sociedade e usufruir de seus direitos.
Portanto, é importante encontrar formas de intervenção para o problema. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de investimentos maciços em instituições educacionais, incentivar o contato, em geral, da população com a tecnologia e, desse forma, agregar, nos munícipios, uma mentalidade de valorização e interesse tecnológico, com o objetivo de formar um ambiente social favorável ao desenvolvimento da sociedade. Nesse contexto, será possível combinar o avanço da revolução técnico-científica com a prática da cidadania, consolidando-se uma sociedade melhor segundo o filósofo inglês Jonh Locke.