A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 30/05/2022

Em outubro de 1988, a sociedade conheceu um dos documentos mais importantes da história do Brasil: A Constituição Cidadã, cujo conteúdo garante o direito a acessibilidade. De maneira análoga a isso, a perpetuação do analfabetismo digital evidencia que os brasileiros estão distantes de viver a realidade pregada na Carta Magna. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: Desigualdade social e omissão do Estado.

Em primeira anáise, evidencia-se a desigualdade social. Sob essa ótica, George Orwell, em sua obra literária “A revolução dos bichos”, retrata sobre as consequências da alienação na sociedade, aponta-se que os animais eram dominados porque não tinham consciência de que estavam sendo dominados. Dessa forma, implicidamente, Orwell defende em seu livro que a dominação ocorre muito mais pela força intelectual do que pela força física, bem como ocorre com os que não tem acesso a informação e aos que tem.

Além disso, é notório a omissão do Estado. Desse modo, o neoliberalismo- política econômica- propõe que o Estado deve se omitir intencionalmente para que os serviços públicos básicos, como saúde e educação, sejam prestados por empresas privadas para estimular o livre mercado. Consoante a isso, a livre política econômica está ligada a exclusão de pessoas ao acesso de educação digital, em razão que o Governo não toma medidas que garantam os direitos dos cidadões assegurados em lei, deixando de forma opcional a quem tem condições de se adaptar a Nova Era.

Despreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir o analfabetismo digital no Brasil. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas nacionais educativas, fazer novos métodos eficazes, por meio de amplo debate entre Estado, professores e família, a fim de que promova a alfabetização da sociedade no tangente á tecnologia do país. Somente assim, o cidadão brasileiro estará usufruindo de seu direito previsto na Constituição Federal.