A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 28/05/2022

A Revolução Industrial modificou a realidade capitalista, devido aos avanços tecnológicos que impulsionaram os meios de comunicação e transporte, responsáveis pela consolidação da globalização e a integração mundial no meio técnico-informacional. De maneira análoga, os brasileiros são segregados dos benefícios da vida globalizada, visto que a questão do analfabetismo digital no Brasil é uma problemática recorrente. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a desigualdade socioeconômica e a falta de formação no âmbito educacional.

Em primeira análise, evidencia-se o impacto da disparidade social no acesso da sociedade aos recursos digitais. Sob essa ótica, de acordo com o Indíce de Gini, medida que classifica o grau de desigualdade do país, o Brasil está entre as 10 nações mais díspares do mundo. Dessa forma, este entrave faz com que grande parcela da população não tenha familiaridade com o ciberespaço, resultando no isolamento da comunidade em relação a tecnologia e na impossibilidade de adaptação ao uso dessa ferramenta.

Ademais, é notório que o sistema de educação precário é um dos fatores que validam a persistência do impasse. Segundo o filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Consoante a isso, explicita-se que, no Brasil, a escola não funciona de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na construção e desenvolvimento de um corpo social mais informado e instruído, pois as instituições de ensino não oferecem preparo no que diz respeito ao âmbito digital.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham mitigar o analfabetismo digital em todo território brasileiro. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Economia, criar uma emenda parlamentar com o propósito de direcionar verbas as áreas menos favorecidas, afim de melhorar as condições e a qualidade da educação nas escolas do país, por meio da aquisição de computadores, tablets e aparelhos de TV para o uso dos estudantes de modo didático. Somente assim, será possível modificar a classificação da nação exposta no Indíce de Gini.