A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 29/05/2022

Segundo o filósofo francês Piérre L., “toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Sob esse viés, entende-se que, apesar de sempre aparecer novas formas de tecnologias, em contrapartida essas formas de tecnologia não são tão inclusivas como parecem. Nesse prisma, destacam-se dois importantes aspectos: a desigualdade tecnológica e a exclusão digital.

Em primeira análise, evidencia-se a desigualdade digital em nosso país, causada principalmente pelos altos preços dos dispositivos ou pela falta de informação de uso dos mesmos. Segundo Roberto C., “mais importantes que as riquezas naturais são as riquezas artificiais da educação e tecnologia”. Consoante a isso, vemos que, diferente do que o economista brasileiro disse, muitas pessoas em nosso país não têm acesso a tais riquezas, causando inúmeros problemas em nossa sociedade, dentre eles o desequilíbrio tecnológico.

Além disso, como consequência surge o fenômeno de exclusão digital, marcado pelo estado na qual um indivíduo é privado da utilização das tecnologias, independente do motivo. O ministro do MCTI, Paulo Alvim, defendeu a importância da inclusão tecnológica em nosso país, e afirmou que “nossa população é analfabeta digital, e investir nesta capacitação é um desafio, um movimento de toda a sociedade, que deve envolver parcerias púbico-privadas”. Sob essa ótica, tem-se uma barreira ao estudo e ao conhecimento, tendo em vista que a tecnologia é de suma importância para a nossa sociedade.

Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham conter tal imbróglio. Para tanto, cabe ao Estado, juntamente com o MCTI, desenvolver projetos que instruam os habitantes de áreas menos favorecidas no uso da internet para melhorar o seu bem-estar pessoal, por meio de programas de alfabetização digital, para que o percentual de pessoas que se encaixam no problema possa diminuir. Somente assim, no futuro talvez possamos criar um Brasil menos parecido como o da frase do francês Piérre L.