A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 23/06/2022

“Não basta ter informação, é preciso saber o que fazer com ela”, frase do pensador Mario Sergio Cortella, quando trazida ao contexto atual retrata que o excesso de informação não é uma garantia de conhecimento. De acordo com isso, põem-se em discussão a questão do analfabetismo digital no Brasil. Nesse prisma, destaca-se dois aspectos importantes: o medo das novas tecnologias e falta de acesso à informação para o indivíduo.

Em primeira análise, evidencia-se o medo de parte da população em explorar as novas tecnologias. Sob essa ótica, a taxa de analfabetismo funcional é de 27% da população, ou seja 1 a cada 4 pessoas, segundo pesquisa feita pelo MEC. Dessa forma percebe se que, esse medo dar-se não apenas pela falta de informação, mas também pela falta de capacidade do indivíduo em realizar tal ação.

Além disso, é notório que a falta de informação é um impulsionador para o agravamento do problema. “Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido.”, frase do economista britânico Sir Arthur Lewis. Consoante a isso, é necessário repensar sobre a falta de investimento sobre a educação tecnológica dos brasileiros.

Depreende-se, portanto, medidas que venham conter a questão do analfabetismo digital sobre a população brasileira. Cabe ao Ministério da Educação, promover cursos voltados para a formação tecnológica do indivíduo, desde a sua formação no ensino escolar básico, por meio de aulas temáticas, palestras e campanhas. E ao restante da população oferecer cursos e/ou acesso a vídeos nas plataformas digitais. Afinal, “Não basta ter informação, é preciso saber o que fazer com ela”, como a frase dita pelo pensador Mario Sergio Cortella, logo conclui-se que é necessario sabedoria para lidar com tanta informação que é dada a todo momento.