A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 22/06/2022
Os Anonymous, grupo de hackers cyber-vigilantes da internet, atuam em protestos e ataques contra injúrias acometidas na sua percepção de justiça. Nessa óptica, o grupo atua até nas mais elevadas camadas estamentais do país revelando a fragilidade e desinformação tecnológica dos brasileiros. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: A fragilidade da população na globalidade digital e a desfunção na confirmação da veracidade dos fatos noticiados pelo meio.
Em primeira análise, evidencia-se o Artigo 205 da Constituíção Cidadã que garante o direito à educação de qualidade para todos. Contudo, é transparente o analfabetismo digital por grande parte do corpo brasileiro, isso contrapõe-se à garantia do direito, visto a fragilidade do cidadão na mídia. Embora haja a implementação de itinerários formativos sobre tecnologia e cursos de informática o ramo ainda é um espaço pouco explorado, como exemplo vê-se a exposição cega do cidadão, o crescente número de golpes virtuais e a ascenção da violência.
Ademais, é notória a propagação de notícias não confirmadas nas plataformas sociais. Desse modo, o filósofo Descartes afirma somente ser possível a constatação da verdade com a profunda e constante dúvida dos fatos. Atualmente segue-se uma tendência cada vez mais robotizada de “receber-compartilhar” notícias fraudáveis, tal fato é retratado na obra “1984” de George Orwell em que citações não lógicas ficam cada vez mais inquestionáveis. Dessa forma, se naturaliza as farças e mentiras como estratégia nas mais altas questões sociais.
Infere-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir gradualmente o analfabetismo digital. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Educação implementar uma matéria de informática, principalmente sobre conscientização no ramo digital, como base curricular desde os primeiros anos do ensino fundamental, por meio de projetos de lei que visem uma aparição futura, a fim de que se forme um corpo praticante da cidadania virtual. Além disso, é indispensável o aumento da oferta de cursos profissionalizantes na área de tecnologia e informação, sendo estes de maneira gratuita. Somente assim, visa uma sociedade com a capacidade de proteção dos próprios sistemas de dados.