A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 17/07/2022

A atual Carta Magna brasileira, prevê em seu artigo 6°, o direito a educação como intrínseco a todo cidadão. Sob essa ótica, tal prerrogativa não aplica-se na prática quando se observa a questão do analfabetismo digital, dificultando assim, a universalização desse importante direito social. Dessa forma, faz-se necessário medidas interventivas para conter a questão, a qual agrava-se pela falta de educação digital na infância e falta da cidadania digital.

Primeiramente, é necessário ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta da educação digital na infância, que é precária. Nesse sentido, percebe-se que tal problema vem permeando a sociedade, uma vez que, segundo a revista The Economist, o Brasil fica como um dos últimos do ranking que avalia a alfabetização digital. Tal conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista Jean Jacques Rousseau seria com uma violação do “contrato social”, uma vez que o estado não cumpre sua função de garantir o pleno gozo dos cidadãos a seus direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente evidencia-se no país.

Em segunda análise, é importante destacar que a falta de cidadania digital, que consiste no uso responsável das tecnologias, acaba por impulsionar e reforçar o analfabetismo digital no Brasil. Segundo Steve Jobs, empresário criador da Apple, “a tecnologia tem grande influência na contemporâneidade e move o mundo”, isso comprova-se à medida em que vivemos na “era digital”. Perante tais fatos, percebe-se que o uso tecnológico iresponsável pode causar grandes impactos na sociedade, como a disseminação de fake news e aplicação de golpes via internet. Logo, faz-se inadmissível a perduração de tal cenário no país.

Portanto, é de suma importância que o governo, mediante o Ministério da Educação, incentive a educação digital durante a infância, através de políticas públicas que tragam maior visibilidade ao assunto. Também, faz-se necessário que a mídia promova a conscientização da população brasileira no âmbito de responsabilidade ao utilizar a internet, por meio de propagandas e anúncios. Assim, se consolidará uma sociedade na qual o “contrato social” de Rousseau é corretamente desempenhado.