A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 01/08/2022

A Terceira Revolução Industrial, iniciada em meados da década de 1950, trouxe avanços que facilitaram o acesso à informação e modificaram a maneira que os in-divíduos lidam com o mundo. No Brasil, entretanto, tal realidade não abrange todo corpo social, tendo em vista que o analfabetismo digital ainda se faz presente, es-pecialmente entre os idosos, o que difuiculta sua inclusão no meio tecnológico e os torna suscetíveis a golpes. É, portanto, cabível analisar tais aspectos e elaborar uma medida capaz de solucionar a mazela no país.

Inicialmente, é importante destacar que grande parte da população brasileira ainda lida com a inaptidão tecnológica. Para tal, um relatório publicado pela revista britânica “The Economist”, em 2019, mostrou que o país ocupava a 66° posição em um ranking que avalia a alfabetização digital. Tais dados evidenciam a inabituação dos brasileiros ao ciberespaço, com destaque aos cidadãos na melhor idade que, além de não poderem fazer uso de ferramentas indispensáveis como banco, delive-ry e transporte, também têm o acesso a informação confiável dificultado, por não saberem as checar as fontes geratrizes.

Como consequência, idosos são mais suscetíveis a sofrerem golpes aplicados através da rede. Uma reportagem veiculada pelo programa televisivo “Fantástico”, em 2021, abordava uma quadrilha que enganava esse público e extorquia dinheiro por meio do aplicativo “Whatsapp”, utilizando informações falsas. Assim, fica claro que o analfabetismo digital torna essa parcela social mais vulnerável a crimes como esse, já que as vítimas não possuem o hábito e a perícia de buscar respaldo dos conteúdos que recebem, o que torna urgente a tomada de medidas que protejam esses indivíduos e os alertem sobre os cibercriminosos.

Sob essa perspectiva, cabe ao governo federal criar iniciativas que solucionem a mazela no país. Para isso, ele pode agir por meio do Ministério da Educação e de-senvolver cursos gratuitos de alfabetização digital para a terceira idade, com mó-dulos que abordem o acesso à informação de qualidade e o uso de aplicativos es-senciais, a fim de promover a inclusão desse grupo no campo tecnológico. Assim, será possível enfrentar uma das faces do analfabetismo digital no Brasil e cons-truir uma sociedade mais inclusiva, acessível e segura para todos.