A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/10/2022
O Artigo 205 da Constituição Federal de 1988 afirma que “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Todavia, quando se trata de educação digital esse direito não é assegurado plenamente, devido a desigualdade social e a incapacidade de milhões de brasileiros de acessarem a internet.
A principío, é necessário discutir a condição nacional no que se refere ao analfabetismo digital. De acordo com o jornal inglês “The Economist”, o Brasil ocupa a 66° posição dentre 100 países em relação à alfabetização digital. Mas quando se trata de acesso à internet, o país sobe para 31° lugar. Esses dados demostram que o acesso á tecnologia não é o suficente para que as pessoas aprendam a como utiliza-las.
Ademais, é válido enfatizar o quanto a desigualdade social impacta nesse processo. Nesse sentido, segundo o Índice de Gini, ferramenta que classifica o nível de desigualdade social nos países, o Brasil está classificado entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Sob esse prisma, essa disparidade cruel faz com que parte da população brasileira não tenha familiaridade com o universo digital, o que consequentemente prejudica a inclusão de parte da sociedade, agravando esse entrave.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. O Governo Federal juntamente com o Ministério da Educação, deve proporcionar acesso e educação digital para a população brasileira. Isso ocorrerá por meio da criação de projetos pedagógicos gratuitos realizados em escolas e universidades públicas abertos para toda a sociedade. Essa ação será tomada com o objetivo de democratizar o acesso à internet e sanar as questões de analfabetismo digital.