A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 14/10/2022

Segundo a “Lei da Inércia”, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da física, é possível perceber a mesma condição no que diz respeito a questão do analfabetismo digital no Brasil. Diante dessa perspectiva, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da falta de debate e da lenta mudança na mentalidade social.

A princípio, a ausência de debate caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse sentido, a professora Djamila Ribeiro pontua que é preciso tirar uma situação da invisibilidade para que soluções sejam promovidas. Porém, há um silenciamento instaurado no analfabetismo digital no país, visto que pouco se fala sobre o baixo nível de educação digital do tecido social, tratando o tema como algo supérfluo. Assim,urge tirar essa situação da invisibilidade para atuar sobre ela, como defende a pensadora.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a base educacional precária. Sob esse viés, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a educação digital e o uso correto das inovações tecnológicas, sua visão será limitada, o que dificulta a resolução do empecilho.

Por tudo isso, faz-se necessária uma intervenção pontual na problemática. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação - órgão responsável pelas diretrizes educacionais em todo o território brasileiro - Juntamente com o Ministério da Cidadania deve desenvolver palestras em escolas, a serem transmitidas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com especialistas no assunto, a fim de elucidar a população sobre o espaço digital. Ademais, nesses eventos, é preciso discutir a compreensão dos eventos históricos no combate ao analfabetismo digital, com o intuito de resolver o impasse. Talvez, assim, seja possível construir um país de que Isaac Newton pudesse se orgulhar.