A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 10/11/2022

“Toda tecnologia cria seus excluídos”. Tal afirmativa, feita pelo filósofo Pierre Lévy, representa a dificuldade que algumas pessoas enfrentam em relação aos avanços tecnológicos do século 21. No Brasil, a problemática, no que tange ao analfabetismo digital, é análoga à afirmação, uma vez que a desigualdade socioeconômica e a falta de pluralismo educacional excluem grupos sociais, como cidadãos de baixa renda, do acesso ao conhecimento cibernético. Destarte, urge aos órgãos de poder analisarem esses motivadores e mitigá-los na nação.

Nesse cenário, a desigualdade socioeconômica corrobora o analfabetismo digital. Isso acontece porque as pessoas, sobretudo as que vivem em situação de vulnerabilidade social, não possuem condições financeiras para investir ou aprender sobre as novas tecnologias. Por conseguinte, visto a falta de acesso à internet por parte desses cidadãos, tem-se o aumento nos índices de civis que não dispõem de conhecimentos digitais que possam agregar em aprendizagens futuras. Sob esse viés, segundo o modernista Ariano Suassuna, há uma injustiça secular que separa a sociedade em duas vertentes: a dos privilegiados e a dos despossuídos. Evidentemente, a disparidade social vem segregando cada vez mais a sociedade do acesso a aprendizagens digitais, mantendo-a na posição de despossuída.