A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 07/11/2022

Com o início da Revolução Industrial, diversas tecnologias foram apresentadas para o mundo. Todavia, na hodiernidade, nota-se que muitos indivíduos passam por dificuldades por não conseguirem acompanhar as novidades tecnológicas. Tal situação ocorre em virtude da desigualdade socioeconômica no país e da falta de informações sobre o ambiente cibernético por parte da população brasileira. Logo, faz-se necessário discussão acerca do analfabetismo digital no Brasil.

Nesse cenário, em primeira análise, é perceptível que a desigualdade socioeconômica está presente no problema. De acordo com o índice de Gini, que mede e classifica o nível de desigualdade dos países, o Brasil se encontra entre as 10 nações mais desiguais do mundo. Sob esse viés, é evidente que devido à situação do país, muitos cidadão não tem condições para adquirir produtos eletrônicos e assim aprender a utilizá-los, o que acaba tornando-os analfabetos digitais. Dessa forma, por pertencerem a era da tecnologia, são excluídos, por conta da carência de conhecimentos, o que agrava ainda mais a problemática.

Ademais, outro fator influenciável é a falta de informações de uma parcela da coletividade brasileira. Segundo o cientista Carl Sagan, “ Vivemos em uma sociedade extremamente dependente de ciência e tecnologia, na qual ninguém sabe nada sobre ciência e tecnologia”. Destarte, é notório que na atualidade, apesar de muitos fazerem o uso das redes sociais e outros tipos de ferramentas científicas, não conhecem o funcionamento, o que os colocam em riscos, como o roubo de dados e ataques cibernéticos, tornando-os vulneráveis no espaço virtual.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar esse impasse. Posto isso, cabe ao governo federal promover aulas com profissionais qualificados ao ensino do uso de dispositivos eletrônicos, por meio da criação de salas tecnológicas em bibliotecas e escolas, a fim de permitir que todos aprendam a usar adequadamente esses aparelhos. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir aulas de informática na grade curricular das instituições educativas, para que desde jovens os cidadãos possam entrar em contato com esses meios e assim utilizá-los corretamente. Espera-se que, dessa forma, o analfabetismo digital diminua gradativamente no Brasil.