A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 09/03/2023

A revolução informacional foi um grande marco de pioneirismo para uma quase hegemonia digital sobre nosso dia a dia, com isso temos nos tornado cada vez mais entrelaçados e dependentes dos meios digitais para sermos propriamente inclusos na sociedade brasileira atual. Em razão disso, aqueles que não portam tais recursos entram em anomia e se tornam inaptos de se relacionar com o meio socioeconômico digital. Então entra em discussão sobre como tornar algo tão essencial acessível a todos, impedindo o “anafalbetismo tecnológico” mesmo quando inseridos em um país e contexto em que a desigualdade e miséria são fatores agravantes e estes recursos custosos.

Pesquisas de campo produzidas e divulgadas pelo IBGE apontam que 62,5 milhões de brasileiros são vítimas de pobreza extrema no país, sinalizando a incapacidade e dificuldade financeira exponencial desse grupo para quaisquer despesas. Com tamanha deficiência no quesito monetário se torna quase infactível a compra e manutenção de utensílios que possibilitam acesso próprio ao mundo digital, afastando essas pessoas de toda a nova geração informacional e tecnológica que vem crescendo e tomando conta do espectro social, cultural e financeiro. Por consequência, a parte majoritária de pessoas em condições financeiras debilitadas são excluídas e inibidas da capacidade de se comunicar por meios computacionais, tornando-se ignorantes e obscurecidas deste meio digital de tamanha importância.

É fundamental que o governo e ministério da educação se responsabilizem pela distribuição e acessibilidade de aparelhos eletrônicos em escolas, bibliotecas e outras instituições públicas que auxiliem a inserção desse grupo no meio tecnológico. De forma com que os que estão agora “analfabéticos digitalmente” pratiquem e desempenhem papéis ativos na geração informacional e digital que vivemos contemporaneamente.