A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 02/11/2023
O filme americano “Her” mostra a boa relação entre homem e máquina em um mundo inteiramente digital. Ao contrário da ficção, a relação com os sistemas operacionais no Brasil não é tão avançada e leva ao analfabetismo digital que prejudica inúmeros brasileiros. Este analfabetismo digital é causado tanto pela desigualdade tecnológica como pela falta de informação.
Sob esse viés, é importante destacar que no Brasil, segundo estudo do Instituto Locomotiva, mais de 33 milhões de brasileiros não têm acesso ao mundo digital. Neste contexto, as desigualdades tecnológicas contribuem para o analfabetismo digital, pois sem acesso às ferramentas o indivíduo não aprenderá e, portanto, sofrerá com esta carência. Ou seja, dado que o país é um dos maiores em tecnologia, segundo o site de notícias Uol, a população ignorante digital sofrerá com a inclusão social que pode prejudicar a própria vida, como, por exemplo, nas dificuldades para encontrar trabalho.
Além disso, o problema do analfabetismo no Brasil é agravado pela falta de informação ao consumidor. De acordo com o relatório anual The Inclusive Internet Index, o Brasil ocupa a 31ª posição em termos de acesso à Internet, mas os usuários brasileiros, por exemplo, não têm informações suficientes sobre segurança, conhecimento e uso pessoal. O sociólogo da educação Paulo Freire acredita que essa falta de conhecimento atinge os mais pobres e viola a Constituição. Por exemplo, existem ataques que podem ocorrer na Internet devido à ausência dessas configurações.
Conclui-se, portanto, que o problema do analfabetismo digital no Brasil atinge principalmente as pessoas mais pobres. Portanto, o governo federal, por meio do Ministério da Educação, deve garantir o conhecimento dos usuários, promovendo cursos de acesso à Internet, como sobre como acessar a Internet, como se proteger e cursos preparatórios. Por fim, o Ministério do Desenvolvimento mapeie e proporcione o acesso digital aos cidadãos sem acesso, introduzindo tecnologias e cursos de formação para incluir essas pessoas na sociedade digital e construir relacionamentos como “Her”.