A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 28/09/2023
A Constituição federal, de 1988, norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro, assegura os direitos e o bem-estar da população. Entretanto, observa-se que tal prerrogativa não tem sido reverberada na prática, uma vez que o analfabe- tismo digital apresenta barreiras para o pleno funcionamento da sociedade. Ante o exposto, faz-se imperiosa a análise dos fatores relacionados a esse quadro: o desemprego e o retardo no crescimento econômico
Nesse prisma, é fulcral pontuar que o desemprego deriva da inatuação dos seto- res governamentais. Sobre isso, Thomas Hobbes, em seu livro ‘‘Leviatã’’, defende a obrigação do Estado em garantir meios que auxiliem o progresso do corpo civíl. Todavia, as autoridades vão contra a ideia de Hobbes, visto que assumem papel inerte diante da alta taxa de pessoas que estão desempregadas devido a falta de experiência com a internet. Fator esse que tem relação direta com a desigualdade social, tendo em vista que os mais necessitados não têm direito à educação digital no país. Logo, é inadiável que a assistência a esses cidadãos seja concedida por meio de medidas governamentais.
Outrosim, é impreterível ressaltar o retardo no crescimento econômico como consequência do problema. A esse respeito, Vladimir Jakelevitch, em seu intitu- lado ‘‘Paradoxo da Moral’’, exemplifica a passividade das pessoas diante das adver- sidades enfrentadas pelo próximo. De maneira análoga, percebe-se que o Estado não toma as devidas providências acerca da dificuldade de disseminação de conhe- cimento de maneira homogênea para toda a população brasileira, o que e diminui a produtividade dos setores comerciais do país em relação ao mercado mundial. Ora, se o governo se omite diante de uma questão tão importante, entende-se, assim, o motivo de sua continuação.
Depreende-se, portanto, a necessidade de combater a problemática no país. Para isso, é imprescindível que o Tribunal de Contas da União, responsável por adminis- trar os interesses públicos, por intermédio do Ministério da cidadania, disponibilize palestras para os analfabetos digitais e aulas na TV aberta, a fim de promover o co- nhecimento e assim sanar as consequências do analfabetismo digital no país. Dessarte, torna-se possível a efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.