A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 02/11/2023
A Constituição Federal brasileira, promulgada em 1988, prevê o direito de todo cidadão a ter incentivo científico e a capacitação tecnológica. Entretanto, quando se trata do analfabetismo digital, observa-se o descaso no Brasil. Tal fato reflete na desinformação dos brasileiros e na falta de interesse do poder público em desenvolver soluções para a população.
Convém ressaltar, a princípio, que uma parcela dos brasileiros não tem acesso a internet e a informações de qualidade. Afinal, dados estatísticos do “The Inclusive Internet Index 2019” comprovam que o Brasil ocupa apenas a 31º posição em um ranking de 100 países, que avalia a facilidade de acesso, a disponibilidade e a relevância da internet, além de avaliar o preparo dos países.
Do mesmo modo, ainda existe o desinteresse no poder público em criar maneiras que diminuam o problema. Isso, consoante ao pensamento de Durkheim, de que a partir do momento em que o indivíduo se encontra na sociedade, ele passa a articular maneiras de pensar e agir, ocorre porque as pessoas, na maioria das vezes, de pouco poder aquisitivo não desfrutam da educação digital.
Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para o conhecimento da população, urge que o Ministério da Ciência e Tecnologia crie, por meio de verbas governamentais, campanhas de incentivo a informação digital, para que as pessoas tenham consciência acerca dos seus atos na era da tecnologia. Dessa forma, a sociedade terá o conhecimento necessário para evitar que o analfabetismo digital aumente. Adicionalmente, será possível reduzir o impacto negativo dos indivíduos sem acesso a educação digital que não é suficientemente inclusiva. Ademais, cabe aos órgãos executivos investir em associações de ensino digital para facilitar a informação. Assim sendo, poderá ser garantido ao cidadão um incentivo científico e tecnológico que é previsto na Constituição.