A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 17/04/2024
De acordo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 83% dos domicílios brasileiros tinham acesso à internet em 2021. Entretanto, apesar do alto índice geral de conectividade, ainda existem disparidades regionais significativas no acesso às tecnologias digitais. Portanto, faz-se necessária a análise dos principais fatores que contribuem para a questão do analfabetismo digital no Brasil: a ineficiência das ações governamentais e as disparidades socioeconômicas.
Dessa forma, em primeiro plano, é preciso se atentar para a omissão estatal, em relação à questão do analfabetismo digital, que afeta diretamente o exercício da cidadania no ambiente virtual. De acordo com o Filósofo americano John Rawls, uma sociedade justa é caracterizada pela organização de suas estruturas, para promover equidade e igualdade de direitos. Como efeito, observa-se a o exercício da cidadania virtual, como uma questão fundamental, para o exercício da democracia na sociedade contemporânea. Dessa maneira, requerendo um compromisso ativo das instituições governamentais, pela implementação de políticas de promoção da alfabetização digital.
Além disso, as disparidades socioeconômicas têm uma correlação direta e significativa com os desafios do combate analfabetismo digital no Brasil. Segundo estudo do Instituto Locomotiva e da consultoria PwC, apenas 8% dos internautas plenamente conectados pertencem às classes D e E, enquanto entre os desconectados, eles representam 60%. Portanto, observa-se que o acesso às tecnologias digitais, se dá de forma muito desigual, especialmente nas áreas periféricas e entre os indivíduos de baixa renda, que muitas vezes não podem arcar com os custos dos dispositivos digitais e os serviços de internet.
Por fim, diante dos desafios apresentados, torna-se evidente a necessidade de estratégias governamentais para promover a cidadania digital. Dessa forma, o Ministério das Comunicações – órgão responsável pela política nacional de telecomunicações – deve implementar medidas que ampliem o acesso à internet de alta velocidade em áreas periféricas. Por meio de políticas públicas para a construção de infraestruturas essenciais, como redes de fibra óptica, a fim de, proporcionar conexão de alta velocidade em áreas periféricas.