A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 07/06/2024
O conceito “Analfabeto Digital”, criado por Gilberto Dimenstein, escritor e jornalista brasileiro, teve origem em 1997, sendo recorrente atualmente no século XXI. Tal termo é presente no Brasil, associando-se ao analfabetismo digital, que existe devido a desigualdade de acesso da população às ferramentas digitais, motivo que impede o benefício do alcance ao conhecimento e a troca da cybercultura.
Em primeiro lugar, é válido destacar que o Brasil é um país caracterizado pela estratificação social, ou seja, possui divisões socioeconômicas como as classes sociais, que acarretam desigualdade, uma vez que, nem todas as camadas sociais possuem acesso ilimitado e de qualidade das ferramentas digitais. Segundo a reflexão do escritor Yuval Noah Harari, no seu livro “21 lições para o século 21”, a internet e a tecnologia digital além de funcionarem como avanço, fazem o papel de ferramenta de ampliamento da desigualdade, pois não estar na internet ou não ter domínio sobre ela, como o analfabeta digital, significa estar excluído do século XXI.
Além disso, em um mundo globalizado, as trocas de informações ocorrem de modo incessável e até mesmo entre o meio digital, como a cybercultura, evento que só é possível através da compreensão dos instrumentos digitais. De acordo com o pensamento prometeico, originado da mitologia grega, a técnica é algo bom para o homem em seu desenvolvimento, desta forma a obtenção do conhecimento via digital é benéfico para o crescimento humano.
Sendo assim, perante o problema do analfabetismo digital, cabe ao Governo Federal, ampliar o acesso às tecnologias na educação, através da distribuição de verba para os órgãos de educação, com a finalidade da aquisição de computadores para os estudantes, que resultará no contato maior dos alunos com os dispositivos digitais. Em acréscimo, compete ao Ministério da Educação, introduzir a educação digital no plano educacional, por meio da formação de professores, que possibilitará a preparação dos alunos e a diminuição dos casos de analfabetismo digital.