A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 08/06/2024

No curta-metragem, “Este lado para cima”, desenvolvido pelo Capacitar Brasil, retrata como muitas pessoas, mesmo que possuam equipamentos eletrônicos como computadores e o acesso à internet, não sabem usar o mesmo, sendo assim analfabetos digitais. Infelizmente, tal cenário não ocorre apenas no curta-metragem, ocorrendo na realidade de diversas pessoas no Brasil, agravado pela desigualdade social, já que muitas pessoas nunca tiveram familiaridade com o ciberespaço, resultando em uma maior dificuldade de se adaptar no uso de ferramentas digitais.

Diante desse cenário, existe uma falta do devido cuidado sobre esse assunto, visto que é algo que está afetando muitas pessoas das mais diversas faixas etárias. Como aponta o estudo realizado pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e apresentado no evento Huawei 25 anos, onde cerca de 73% dos brasileiros sofrem de analfabetismo digital. Desse modo, mostrando como o entendimento do uso das ferramentas digitais está apenas centrado na mão das pessoas que possuem mais renda, por conta do alto preço desses equipamentos, como celulares e computadores.

Ademais, outro desafio alfabetizar a população de como usar ferramentas digitais básicas, como anexar documentos em e-mails. Nesse sentido, segundo o historiador Roger Chatier, a escola deve funcionar de modo a ser uma ponte em que o poder público intervém na formação da sociedade, inclusive, no âmbito digital. Sob esse viés, na realidade brasileira não ocorre esse ideal, uma vez que diversas escolas, principalmente públicas, ainda não possuem aulas ensinando a usar tais ferramentas. Dessa forma, enquanto não existir esse ensino dentro de todas as escolas no Brasil, só será possível ver uma maior desigualdade entre as classes sociais.

Portanto, é necessário que o Ministério da Educação (órgão responsável pela política educacional), implante a educação sobre ferramentas digitais nas escolas, sendo feito por meio da distribuição de verbas em regiões menos favorecidas economicamente. Desse modo, igualizando o acesso aos equipamentos eletrônicos e a maneira correta de como usá-los.