A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 09/06/2024
“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.“A afirmação, atribuída ao dramaturgo irlandês, Oscar Wilde, pode facilmente ser aplicado ao contexto das dificuldades do analfabetismo digital, já que é justamente a falta de intervenção social diante dessa contrariedade que a caracteriza como um retrocesso para a sociedade. Dessa forma, é preciso analisar a questão da falta de acesso a serviços essenciais e a negligência governamental.
Nesse viés, “Tornou-se chocantemente óbvio nossa tecnologia ter excedido nossa humanidade”. A fala do físico alemão Albert Einstein nos permite refletir em nossos dias a importância de ressaltar que o analfabetismo digital representa uma barreira significativa para a plena participação na sociedade contemporânea. A falta de habilidades básicas em relação ao uso de dispositivos eletrônicos, navegação na internet e compreensão de ferramentas digitais pode excluir indivíduos de oportunidades educacionais, de emprego e de acesso a serviços essenciais. Isso cria uma disparidade digital que perpetua desigualdades sociais e econômicas.
Além disso, a pandemia da COVID-19 evidenciou ainda mais a importância do domínio digital, uma vez que muitas atividades migraram para o ambiente online. O analfabetismo digital se tornou um obstáculo para a educação remota, e até mesmo para o acesso a informações confiáveis sobre saúde e segurança. Diante de tal conjuntura, é preciso, antes de tudo, rememorar o Contrato Social, conceito trabalhado pelo filósofo inglês John Locke, segundo o qual os indivíduos cedem a sua confiança ao Estado, que, por outro lado, deve garantir os direitos básicos a eles.
Observa-se, portanto, a necessidade de combater a questão do analfabetismo digital no Brasil. Desse modo, cabe ao Estado- enquanto garantidor de direitos fundamentais - não só a implantação de políticas públicas que direcionem uma valorização para as necessidades do público afetado, como também realizar ações por meio de campanhas nas ruas e na TV. Tais ações, que devem ser realizadas por meio do apoio de esferas federais, estaduais e municipais, têm o intuito de minimizar os impactos negativos que a problemática alavanca na sociedade.