A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 10/06/2024

Empresário no setor da informática, Steve Jobs afirmou que a tecnologia tem grande influência positiva no mundo contemporâneo. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se uma grave deficiência no que tange a questão do analfabetismo digital. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias em virtude das características socioeconômicas e do sistema educacional do país.

Em princípio, é interessante destacar o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o qual diz que 46 milhões de brasileiros não têm contato com a rede de internet. Assim, revela-se o quão desigual é a sociedade em relação às oportunidades de acesso às tecnologias. Logo, a impossibilidade de adaptação ao ciberespaço de uma parcela da população brasileira é um fato que agrava a situação do analfabetismo digital.

Além disso, é de suma importância expor também, como um dos fatores que validam a persistência da problemática, a precariedade do complexo educacional do país. Segundo o historiador contemporâneo Rogier Chatier, a escola deve funcionar de modo que consiga intervir na formação da sociedade, inclusive no âmbito digital. Entretanto, pelo reflexo do falho sistema de educação, esse ideal não se concretiza no Brasil. Por conseguinte, o baixo nível de qualificação digital e o despreparo para fazer o uso correto da internet perduram.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar esses obstáculos. Para tanto, a sociedade civil deve se mobilizar a cobrar as ações de direcionamento dos recursos financeiros do Estado, os quais devem proporcionar condições igualitárias de acesso aos meios tecnológicos para toda população. Adicionalmente, através de verbas governamentais, o Ministério da Educação deve agir em medidas políticas educacionais com eficácia a longo prazo, para que haja uma organização educacional mais satisfatória e assim, promover a alfabetização tangente à tecnologia.