A questão do analfabetismo digital no Brasil
Enviada em 11/06/2024
‘A tecnologia move o mundo’. Essa foi a afirmação feita pelo fundador da empre-sa Apple, Steve Jobs. Sob esse ponto de vista, este pensamento não se faz presente no contexto brasileiro, uma vez que o analfabetismo digital é um problema cada vez mais recorrente. Dessa forma, são necessárias medidas para o enfrentamento da questão, esta que é agravada pela omissão estatal e pela desigualdade social.
A partir dessa ideia, é possível considerar o Estado como conivente com a ques-tão. Segundo a obra ‘O Príncipe’, de Nicolau Maquiavel, os governantes devem ope-rar visando o bem estar universal. Todavia, a falta de ação do governo federal dian-te do problema torna evidente o descaso com que tratam a adversidade digital. Portanto, é essencial que o Estado assuma o controle da problemática para a reso-lução definitiva da questão.
Ademais, é notório a influência da marginalização social como intensificadora do problema. Partindo de dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísti-ca -, é possível afirmar que o Brasil, com 215 milhões de habitantes dentre os quais 170 milhões não possuem acesso à internet, é um país sem igualdade digital. Ten-do isso em vista, ao analisar o coeficiente de Gini - índice que calcula a desigualda-de de distribuição de renda -, pode-se perceber a alta desigualdade do Brasil com o índice de 0,489, diferente de países desenvolvidos digitalmente, como o Japão, com o índice de 0,249. Dessa maneira, torna-se indispensável o desenvolvimento social em favorecimento do desenvolvimento digital.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas para sanar a questão do analfabetismo digital. Para isso, o MEC - Ministério da Educação - deverá introduzir em regiões desfavorecidas economicamente uma ação educativa - ensinar o básico da educação digital -, a fim de amenizar a problemática. Desse modo, o Brasil con-seguirá mudar, gradativamente, seu índice de Gini.