A questão do analfabetismo digital no Brasil

Enviada em 10/06/2024

Com a vinda da tecnologia, muitas coisas se facilitaram em termos de comunicação, mas com todo esse avanço, como cidadãos cabe a nós saber usar corretamente as inovações tecnológicas que surgem ao nosso redor, mas como mostram alguns relatórios, nem todos sabem usufruir dela. Ou pior: alguns têm fácil acesso à tecnologia, mas não a usam adequadamente e, por isso, confiam facilmente no que é dito nas plataformas on-line, o que gera desinformação e fácil compartilhamento de fake news.

Os dados do relatório do The Inclusive Internet Index 2019, avaliou, recentemente, como a internet contribui, positivamente, para melhorar fatores socioeconômicos em nível global. O Brasil aparece na 66ª posição no ranking geral de 100 países, que avalia a alfabetização tecnológica, que se refere a saber utilizar a tecnologia corretamente. Grande parte dessas pessoas que não usam a tecnologia corretamente é considerada idosa ou mais velha, isso por conta da taxa de natalidade do Brasil diminuindo, fazendo com que tenhamos maior parte da população de outras gerações que não utilizavam dessas novas tecnologias na sua época.

Essa mesma pesquisa indica que a posição mais alta alcançada pelo Brasil no ranking foi o nível de confiança em informações compartilhadas em redes sociais. Enquanto ficamos em 4º lugar nesse quesito, a Suécia tem uma população mais desconfiada e ficou em 62º lugar. Ou seja, ainda não somos alfabetizados quando o contexto é a confirmação da veracidade dos fatos noticiados no meio digital, e isso gera desinformação geral da população, incluindo notícias falsas, ou até mesmo informações políticas falsas, logo sendo manipuladas a acreditar em algo que nem mesmo se quer é verdade.

Com toda essa desinformação causada pela falta de conhecimento tecnológico da população, algo deve ser feito. Logo, o Ministério da Educação deve incluir aulas informáticas as crianças, para que ao menos a nova geração não caia em notícias falsas na internet, já que não seja possível evitar totalmente a criação dessas fakes news. Assim, com a população mais esperta em relação a novas tecnologias e seus defeitos, o analfabetismo digital não seria de grandes números.