A questão do plágio na contemporaneidade

Enviada em 14/09/2025

No filme “A rede social” retrata a história da criação do Facebook, inclusive os processos judiciais das acusações de plágio. Nesse contexto, é possível perceber a mesma condição no que tange à prática ilegal de imitação de produtos privados. Assim, é importante afirmar como causas dessa questão a negligência estatal e a desigualdade social.

A priori, é crucial apontar como promotora desse entrave a omissão governamental. Segundo Aristóteles, filósofo grego, a política deve ser articulada pelos homens a fim de atingir o equilíbrio social. Diante do exposto, nota-se que o Estado não cria leis que supervisionam práticas de plágios. Desse modo, ocorre a impunidade desses atos, como a distribuição de produtos privados e autorais, que ocasiona um prejuízo econômico para o produtor desses materiais. Logo, é pertinente reverter esse desequilíbrio na sociedade.

Além disso, outra configuração para o empasse está na disparidade social. Conforme Victor Hugor, poeta francês, o progresso roda sobre duas engrenagens. Faz andar uma coisa sempre esmagando alguém. Sob esse viés, percebe-se que a classe mais baixa da sociedade não goza de alguns serviços, por não poder arcar com os custos, acaba por ficar suscetível à prática de pirataria. Tendo isso em vista, essa circunstância propicia a tolerância do plágio, o que é inadmissível. Então, é necessário mudar essa discrepância no corpo social.

Portanto, é imprescindível uma intervenção pontual no que concerne à questão que circunda o plágio na contemporaneidade. Dessa forma, urge que o Estado crie leis que penalizem essa prática criminosa, por meio de verbas públicas, com o intuito de mitigar a distribuição de produtos copiados. Tal ação contará com a parceria de empresas privadas que criarão planos acessíveis, para a classe mais baixa, com a finalidade de tornar os seus produtos acessíveis. Feito isso, o panorama brasileiro não se assemelhará ao do filme.