A questão do plágio na contemporaneidade
Enviada em 24/07/2024
Ao longo da história, diversos casos de plágio já aconteceram, principalmente na música, com artistas copiando ou fazendo pequenas modificações nas obras originais. No Brasil, o plágio é crime e pode resultar na indenização do autor plagiado. Recentemente, com o avanço da tecnologia, ficou cada vez mais difícil inibir este crime, seja pela rapidez com que as mídias são compartilhadas ou pela inteligência artificial que facilitou essas modificações.
Diante desse cenário, é necessário analisar a questão do plágio na contemporaneidade em razão das novas tecnologias. Segundo o escritor inglês Douglas Adams, “A tecnologia é uma palavra que descreve alguma coisa que ainda não funciona.”, nesse sentido, a internet pode ser considerada uma ferramenta ainda experimental, já que, muita das vezes é usada para divulgar obras plagiadas, onde quem copia é remunerado e não o verdadeiro autor. Portanto, faz-se necessário leis mais rígidas e eficazes contra o plágio.
Ademais, ferramentas de inteligência artificial estão, cada vez mais, evoluindo e já são capazes de criar textos, imagens, músicas e até poemas, facilitando o plágio. Recentemente, uma dessas ferramentas, chamada Midjourney, ganhou notoriedade ao ser capaz de criar imagens que se confundem com a realidade, apartir de um simples comando, podendo ser usada então para cópia ou modificação das obras originais. Desse modo, o plágio pode ser feito por qualquer pessoa, com a abrangência da internet.
Evidencia-se, portanto, que a questão do plágio na contemporaneidade é um impasse para o reconhecimento dos verdadeiros autores. Por conseguinte, cabe ao governo federal por meio do ministério da cultura junto ao ministério da justiça e ao parlamento, a elaboração de leis mais rígidas e a regulamentação das mídias sociais, de modo que estas fiquem a disposição da justiça para fornecer informações para localizar e punir estes criminosos. Somente assim será possível a diminuição do plágio no Brasil.