A questão do plágio na contemporaneidade

Enviada em 26/07/2024

A personagem Spencer na série “Pretty Little Liars”, copia o trabalho de sua irmã para tentar tirar uma nota boa na escola o que na continuação do episódio, se torna ineficiente pela descoberta de seu professor. Fora da ficção, o uso de materiais vindo de outros sem a sua autorização não é um ato isolado, visto que a negligência governamental e o individualismo da sociedade corroboram para que o plágio continue se perpetuando na atualidade.

De início, é notório destacar a inoperância estatal como uma das causas da continuidade do problema. Nessa ótica, confome o artigo 5° da Constituição Federal de 1988, é dever do Estado zelar pelo bem-estar populacional, garantindo direitos básicos como a certificação da utilização de obras, trabalhos e projetos apenas por seus autores e aqueles autorizados por eles. Porém, na realidade, a legislação não se garante naquilo que ela menciona, uma vez que o governo não se compromete em promover a aplicação dessa lei de forma rígida, ao não fiscalizar projetos, garantindo o que diz na Magna Carta. Consequentemente, o poder público, ao deixar de lado o que está escrito na constituição, ocasiona no prejuízo desses autores, ao ter os seus trabalhos sendo usados por terceiros, que não foram licenciados para isso, o que de acordo com escritor George D. é algo natural de se acontecer, já que em seu livro “Cidade de Papel”, George diz: “as leis só funcionam no papel, isso porque na prática elas não funcionam.”

Outrossim, “o egoísmo de alguém é em grande parte produto da sociedade”, essa fala do sociólogo Émile Durkhein, reflete o egocentrismo praticado pelo corpo social ao próximo, no que se refere ao não ato empático de se ter com seus trabalhos e projetos. A prática do plágio, evidencia que a população não se importa em respeitar os outros, uma vez que preferem se privilegiar em seus desejos pessoais, como crescer em seus trabalhos, mesmo que com o projeto de outros. Consequentemente, ao usar a cópia indevida de um texto ou ideia, é ocasionado prejuizos morais e financeiros à aqueles que tem as obras patenteadas em seus nomes.