A questão do plágio na contemporaneidade

Enviada em 19/08/2024

Na série “Grey’s Anatomy”, uma médica copia o procedimento cirúrgico desenvolvido por uma colega e o publica sem atribuir créditos à criadora. Fora da ficção, a questão do plágio está presente na sociedade e precisa ser combatida. Assim, é necessário analisar a falta de fiscalização como impulsionadora do problema e a consequente invisibilidade dos autores e inventores.

Em primeiro lugar, cabe citar a ineficácia de órgãos reguladores como propul-sionadora das ocorrências de cópias de trabalhos. Nesse sentido, Bauman caracte-riza como “Instituição Zumbi” a associação que não cumpre o papel a ela atribuído. Sob essa perspectiva, as fundações responsáveis por controlar as produções cultu- rais e científicas da contemporaneidade são exemplos do termo sociológico, visto que, apesar de terem a função de garantir a originalidade destas, não fiscalizam e punem com eficiência aqueles que infringem as regras, como é o caso de Gotye que, mesmo sendo acusado de plágio em uma música, ganhou um prêmio importante com ela. Por isso, medidas são necessárias para extinguir a prática.

Em segundo lugar, é míster ressaltar a falta de reconhecimento dos criadores como consequência da cópia não autorizada. A exemplo, tem-se o caso dos irmãos Winklevoss, os quais tiveram a ideia da rede social conhecida como “Facebook” roubada e executada por Zuckemberg, que tornou-se milionário com a fundação do site. Nessa ótica, fica evidente que, quando um projeto é plagiado, a pessoa que o criou não recebe a devida condecoração, ocasionando não apenas prejuízos financeiros, já que deixam de ganhar dinheiro, como também sociais e psicológicos, pois o verdadeiro proprietário do produto não tem prestígio caso a invenção faça sucesso, conforme ocorreu com a família supracitada. Desse modo, ficam evi-dentes os danos aos desenvolvedores vítimas de plágio.

Em suma, a questão é um problema que precisa ser resolvido. Cabe, portanto, aos órgãos que controlam a produção de artes e ciências, como o Ministério da Educação e o da Cultura, fiscalizar a publicação de artigos, pesquisas e músicas, por meio do direcionamento de verbas para a contratação de funcionários capacitados para esse fim, com o objetivo de minimizar a ocorrência de plágios no mundo atual. Somente assim, casos como o de Gotye serão menos comuns.