A questão do plágio na contemporaneidade

Enviada em 13/10/2024

Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de desordem. No entanto, a conjuntura apresentada pelo autor não se aplica à realidade brasielira, haja vista que a questão do plágio na contemporaneidade encontra-se pendurada na sociedade moderna. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão da negligência estatal, mas também devido a omissão midíatica na abordagem de soluções para o impasse.

Diante disso, é válido salientar a ausência de práticas governamentais como agente contribuinte para o obstáculo. Acerca disso, o filósofo John Locke afirma que é dever do Estado garantir o bem-estar de todos os indivíduos. Entretanto, nota-se que o poder público assume uma postura omissa a respeito do plágio, uma vez que o autor da obra não detêm seus direitos autoriais assegurados, de modo com que terceiros tenham acesso e falsifiquem sua atenticidade na obra, fomentando no descaso da comunidade científica. Logo, não é possível superar as mazelas relacionadas ao plágio, enquanto a desídia estatal persistir no tecido civil.

Outrossim, é lícito postular a desatenção midíatica como um dos impasses no enfrentamento do imbróglio. Isso porque, conforme o professor Afonso Albuquerque, a mídia brasileira é considerada o quarto poder e deve ser vista como um meio conceitual, uma vez que ela gera grande influência na população. Todavia, é indubitável que o corpo midíatico não cumpre sua responsabilidade ética quanto a cópia de trabalhos, visto que o polo social não possui informações acerca das consequências geradas através do plágio. Dessa forma, só será possível reverter as adversidades quando o descaso da mídia for atenuado.

Infere-se, portanto, que a prática de plagiar tenha suas fundações desfeitas. Para isso, o Governo Executivo Federal - responsável de governar o povo e administrar as leis previstas na Constituição Federal - deverá implantar políticas que intensifiquem a concretização das leis que assegurem os direitos humanos, por meio de palestras formativas sobre o plágio e seus impactos no meio social, a fim de formar uma sociedade cujo pensamento crítico permita reconhecer os malefícios causados por essa ação.