A questão do plágio na contemporaneidade
Enviada em 03/02/2025
A filósofa alemã, Hannah Arendt, ao criar o conceito “A banalidade do mal”, afir-
ma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. Deixando de lado o contexto literário e tendo em vista a realidade, o conceito desenvolvido pela filósofa se faz presente quando observamos comportamentos repreensíveis e maldosos, como a cópia de obras alheias, se tornando cada vez mais normalizados e muitas vezes não são percebidos. O plágio é crime e quem o comete está sujeito a punições, mesmo assim, obras são copiadas com frequência com o objetivo de tirar proveito.
Nesse sentido, plagiar a ideia ou a obra de alguem pode ser feito por um artista, um músico, um dançarino ou qualquer um que deseje ascender dentro do seu ra-
mo de atuação na sociedade, e para isso opte pelo caminho mais simples. Usar o pensamento e as confecções de sucesso de outro indivíduo para obter o mesmo sucesso com certeza é mais fácil do que desenvolver do início algo inteiramente
próprio. Esse cenário, é possível de ser visto de forma clara no filme “A rede social”,
que retrata o plágio de uma ideia de muito sucesso que resulta em complicações judiciais e éticas, devido o caráter extremamente ruim dessa ação.
Consequentemente, o ato de plagiar obras é imensamente problemático pois tira todo o mérito e os resultados de quem realmente se esforçou para produzir. Quem está sendo plagiado acaba perdendo as recompensas de seu trabalho e o tempo gasto para o desenvolvimento. O reconhecimento e os recursos monetários adquiridos são totalmente direito daquele que é responsável pela confecção do projeto, caso o contrário aconteça, isso pode causar prejuízos inimagináveis à aquele que dedicou seu tempo para criar e modelar sua ideia ao invés de investir seu trabalho em outro projeto.
Portanto, atitudes como essas deveriam, de forma eficaz, ser repreendidas. Por isso é necessário que sejam criadas mais leis e punições mais elevadas para esses fraudantes, e optimizar o processo de diagnóstico de plágio. Além disso, é muito importante as escolas desde cedo incentivarem a criatividade aos alunos, para que no futuro sejam adultos independentes criativamente e não precisem de imitar ideias externas para conseguirem crescer na vida, apenas métodos éticos e criati-
vos inteiramente provenientes do próprio pensamento.