A questão dos refugiados climáticos em debate

Enviada em 12/07/2026

A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à dignidade, à moradia e à segurança como garantias fundamentais de todos os brasileiros. Entretanto, essa previsão legal distancia-se da realidade, visto que o refúgio climático no Brasil evidencia a vulnerabilidade de milhares de pessoas diante dos impactos das mudanças ambientais. Nesse contexto, destacam-se como causas do problema a negligência governamental e a insuficiente conscientização social.

Em primeiro lugar, a ineficiência do poder público contribui para o agravamento desse cenário. Segundo Thomas Hobbes, cabe ao Estado garantir a proteção da coletividade. Contudo, essa responsabilidade não se concretiza quando faltam investimentos em prevenção de desastres, planejamento urbano e assistência às populações afetadas por enchentes, secas e deslizamentos. Como consequência, cresce o número de brasileiros obrigados a abandonar suas casas em busca de condições mínimas de sobrevivência.

Além disso, a escassa abordagem da mídia sobre o tema dificulta a formação de uma sociedade consciente. Conforme Peter Drucker, a informação é um recurso essencial para o desenvolvimento social. Todavia, a pouca divulgação de campanhas educativas sobre mudanças climáticas e seus impactos reduz a percepção da gravidade do problema e enfraquece a mobilização da população por soluções efetivas.

Portanto, medidas devem ser adotadas para enfrentar o refúgio climático no Brasil. Cabe às escolas promover projetos de educação ambiental, por meio de palestras, oficinas e debates, a fim de conscientizar os estudantes sobre os impactos das mudanças climáticas e estimular a participação cidadã. Dessa maneira, será possível fortalecer a prevenção, ampliar a cobrança por políticas públicas e construir uma sociedade mais justa, resiliente e comprometida com a preservação da vida e do meio ambiente.