A questão dos refugiados climáticos em debate
Enviada em 23/07/2026
Na música “Diáspora”, dos Tribalistas, é retratada a mudança forçada de indivíduos de seus países de origem em busca de melhores condições de vida. Embora dialogue com diversos contextos migratórios, a canção também pode ser usada para relacionar com os refugiados climáticos, que são obrigados a abandonar seus lares por condições climáticas extremas como secas, enchentes e tufões. Dessa forma, é necessário reconhecer as vulnerabilidades desses habitantes e promover medidas governamentais para a proteção de seus direitos no Estado brasileiro.
Analogamente, as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em 2024 forçaram milhares de gaúchos a deixarem suas casas e a buscarem abrigos temporários. Ademais, o desastre natural contribuiu para escancarar a falta de políticas preventivas, no que tange aos cenários climatológicos. Todavia, mesmo após dois anos da problemática, ainda não foram tomadas medidas suficientes para minimizar ou evitar outro tipo de evento como o enfrentado. Tal situação põe em risco mais vidas e intensifica o medo dos cidadãos com uma possível nova tragédia na região e a formação de novos refugiados climáticos no Brasil.
Nesse viés, percebe-se a negligência governamental com a sociedade brasileira perante as mudanças climáticas no território brasileiro, no momento em que as resoluções são pouco efetivas. Dessa forma, segundo o sociólogo Pierre Bourdieu, as desigualdades tendem a ser naturalizadas. Nesse contexto, os refugiados são tratados pelo governo apenas como vítimas de catástrofes inevitáveis, o que colabora para sua invisibilidade social e a insuficiência de políticas públicas destinadas à garantia de seus direitos.
Por conseguinte, é imprescindível que o governo federal, por meio do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, promova o desenvolvimento de projetos científicos e tecnológicos para o monitoramento estudo dos riscos climáticos nas regiões brasileiras por intermédio de incentivos financeiros do Estado. Assim, será possível reduzir o número de refugiados climáticos no Brasil e os efeitos de eventos de clima extremos.