A questão dos refugiados climáticos em debate

Enviada em 06/03/2023

O livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos relata a vida de uma família de retirantes do nordeste brasileiro. Não obstante da ficção, o mundo contemporâneo lida com o aumento de refugiados climáticos. Nesse vies, faz-se necessário discussões acerca da poluição ambiental e da negligência dos governos.

Primeiramente, destaca-se as grandes emissões de gás carbônico pelas grandes indústrias e pelos ruminantes da agropecuária. Nesse interim, analisa-se que essa grande emissão de gases poluentes são responsáveis pelo agravamento do efeito estufa que está diretamente relacionado a variação de temperatura e dos níveis dos mares, que causam os efeitos climáticos extremos, como tempestades e enchentes que podem devastar cidades inteiras. Assim, conclui-se que ações antrópicas intensificam desastres naturais e, por consequência, aumenta o número de refugiados, que perdem suas casas e seus comércios com esses desastres.

Outrossim, observa-se a falta de amparo do governo para com refugiados climáticos. De acordo com Thomas Hobbes, o homem nega seu estado de natureza para viver em sociedade, na qual o Estado é responsabilizado pela garantia do bem estar social. No entanto, analisa-se que existe uma ruptura com tal contrato social, ao passo que os governo carecem em auxiliar esses migrantes forçados, tendo em vista que, segundo dados da “Globo”, na América Latina existirá um exôdo climático de cerca de 17 milhões de pessoas até o ano de 2050. Destarte, nota-se o abandono dos governos para com os refugiados, que se vêem exilados do local de origem.

Por fim, em vista dos fatos supracitados, medidadas dever ser tomadas para diminuir a quantidade de refugiados climáticos. Logo, cabem aos governos de cada país criarem centros de refugiados, na qual serão fornecidos abrigo e alimentos temporários aos necessitados até que a estabilidade economica seja atingida, além de empregar os moradores na recontrução do local devastado, com o intuito de não deixar que essas pessoas sejam obrigadas a deixarem seu habitat tradicional. Desse modo, poder-se-ia seguir o contrato social discutido por Hobbes.