A questão dos refugiados climáticos em debate

Enviada em 14/03/2023

No filme “contágio”, uma epidemia mortal se espalha enquanto os médicos precisam identificar o vírus para conseguir combatê-lo e acabar com o pânico da população. Infelizmente, esse cenário é perceptível atualmente, uma vez que as informações falsas podem se replicar tanto quanto um vírus. Sobretudo, tal quadro gera desigualdade social e degradação do meio ambiente, relacionadas à questão dos refugiados climáticos no Brasil.

Nesse contexto, a disseminação de inverdades agrava a frágil situação dos refugiados. Isto é, o acesso precário à inclusão do emigrado na sociedade, moradia ou emprego, torna-se um impasse, visto que eles são privados dos direitos inerentes à própria condição humana. Como consequência disso, a xenofobia, facilitada pela internet, leva à ações violentas e comportamentos extremistas ao impor que existe apenas uma forma de enxergar o mundo. Logo, além de sofrerem com as necessidades básicas, como alimentação, os refugiados climáticos enfrentam o preconceito através de olhares alheios.

Outra preocupação constante são as alterações climáticas. Quer dizer, pelo fato delas afetarem, por exemplo, a temperatura global, intensificam processos de desertificação, que traz à tona solos improdutivos, êxodo e proliferação de doenças como a dengue. Segundo o IBGE, os países pobres são os que menos poluem, contudo, os mais vulneráveis e suscetíveis aos impactos da degradação ambiental. Ou seja, tal conjuntura precariza o bem-estar das classes mais baixas ao reduzir a qualidade e expectativa de vida dessas pessoas.

Portanto, é necessário que o governo, através do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, promova campanhas nas redes e nas escolas sobre a necessidade de tolerar e ser empático com o outro, visando a garantia dos direitos dos refugiados e do meio ambiente. Ademais, evitar que a discriminação esteja no primeiro plano, objetivando a igualdade e sustentabilidade.