A questão dos refugiados climáticos em debate
Enviada em 15/03/2023
O pensamento eugênico nos governos do século XXI
O italiano São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão dos refugiados climáticos contraria o ponto de vista do poeta, uma vez que esse grupo é vítima de discriminação constante, não tendo ainda direto legítimo de migração ou refúgio. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da negligência governamental e da xenofobia.
Nessa perspectiva, há a questão da negligência governamental, que influi
decisivamente na consolidação do problema. Dessa forma, convém ressaltar que o filósofo John Locke defende que “As leis fizeram-se para os homens e não os homens para as leis.” Ou seja, é preciso que sejam criadas leis para melhorar a vida das pessoas em sua aplicação. No entanto, na questão dos refugiados ambientais, não tem legislação suficiente para a resolução do problema, visto que os países desenvolvidos não querem expandir suas políticas migratórias, e sim limitá-las.
Outrossim, a xenofobia ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Desse modo, torna-se válido apontar para a Teoria da Eugenia, utilizada como base do Nazismo, que defende que haveria seres humanos superiores, a depender de suas características. No contexto atual, a noção eugênica de superioridade pode ser percebida na questão dos refugiados climáticos, cuja base é uma forte discriminação, como visto nos crimes de ódio e nos centros de detenção distópicos para imigrantes não documentados.
Em síntese, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Portanto, a Organização das Nações Unidas, como parte do objetivo 10 (desigualdades reduzidas) das 17 metas do desinvolvimento sustentável, deveria criar uma campanha publicitária sobre os refugiados climáticos. Tal ação, com a finalidade de destacar a importância da diversidade
e divulgar canais de denúncia para casos de discriminação, é possível por meio de postagens nas redes sociais. Assim, os reflexos da Eugenia permanecerão nos livros de história, distantes da realidade mundial.