A questão dos refugiados climáticos em debate
Enviada em 31/03/2023
Problemas ambientais e climáticos intensificaram-se nos últimos anos. Assim sendo, em decorrência disso, a questão dos refugiados climáticos deve ser debatida, afim de resguardar um direito fundamental, o qual foi defendido por John Locke (filósofo): o direito à propriedade. Por fim, as gêneses do revés supracitado são: a indiferença em relação aos proscritos e a falta de consciência ambiental.
A priori, cabe expor a máxima da filósofa francesa Simone de Beuvoir: “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Nesse viés, nota-se uma indiferença, negligência e silenciamento dos meios midiáticos, os quais não dão o devido destaque para a questão dos refugiados climáticos. Tal atitude estimula a sociedade a conviver com a problemática. Logo, a inércia midiática é responsável pela normalização do escândalo.
Outrossim, de acordo com António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, o mundo segue em direção a um desastre climático, pois líderes governamentais e empresariais não se comprometem, verdadeiramente, com a causa ambiental. Por conseguinte, milhares de pessoas correm o risco de ficar sem lugar para habitar, por causa do aumento dos níveis dos oceanos, escassez de água e aumento de áreas desertificadas. Portanto, o direito à propriedade econtra-se, seriamente, comprometido devido à falta de consciência ambiental dos grandes líderes.
Em suma, a negligência midiática alida à inexistência de responsabilidade dos chefes de estados e empresas tornam os refugiados invisíveis perante a sociedade e ameaça o desaparecimento de territórios pertencentes aos marginalizados pelo clima. Destarte, com intuito de dar a devida importância ao impasse, os meios midiáticos influentes (Forbes, BBC News, CNN) devem retratar a situação dos refugiados climáticos. Isso pode ser feito por intermédio da divulgação diária de reportagens acerca do assunto. Dessa maneira, as lideranças estatais e empresariais poderão se comover, e resguardar, assim, o direito à propriedade, defendido por Locke.