A questão dos refugiados climáticos em debate

Enviada em 01/04/2023

As diversas configurações geomorfológicas e climáticas corroboram para a existência de diferentes espaços geográficos. Nesse contexto, a questão dos refugiados climáticos tem sido discutida, uma vez que a falta de medidas assistênciais por parte das autoridades competentes e a negligência internacional acerca desta problemática colaboram para a manutenção do quadro vigente. À vista disso, discuti-se as implicações de tal fenômeno dentro da sociedade.

É importante ressaltar, de início, que a migração causada pelo clima está diretamente ligada à escassez de políticas assistênciais do poder público. Nesse sentido, Thomas Hobbes, em seu livro " Leviatã", defende a obrigação do Estado em garantir meios que auxiliem o bem estar social. Todavia, o fluxo intenso de migrantes denota a falha das autoridades competentes em contorna as questões climáticas, o que contraria a proposta defendida por Hobbes. Por consequência, cria-se um ambiente propício ao inchaço urbano, proliferação de doenças através de fronteiras e a crise diplomática entre países. Logo, infere-se que o poder público de cada nação falha no controle do cenário em questão, visto que os refugiados climáticos encontram-se desamparados politicamente.

Além disso, a negligência internacional contribui para a manutenção do quadro supracitado. Nesse viés, dados do Banco Mundial apontam que mais de duzentas mil pessoas em diversas regiões do mundo buscaram abrigo em outras nações por conta de catástrofes naturais. Diante disso, infere-se que as entidades globais não delegam à devida atenção a problemática em questão. Assim sendo, os indivíduos fogem para os países vizinhos, o que gera crises socioeconômicas, sanitárias e políticas. Portanto, é necessário reverter tal cenário, tendo em conta a gravidade do cenário em pauta.

Em suma, é fundamental criar medidas atenuadoras do fluxo migratório causado pelo clima. Para isso, a Organização Mundial das Nações Unidas, orgão responsável pela segurança e cooperação entre os povos, deve instituir, por meio de projetos internacionais a distribuição de recursos e ajuda humanitária prévia às áreas com maior incidência de desastres climáticos. Tal ação possui o intuito de atenuar os efeitos deletérios do clima e evitar a migração em massa.