A questão dos refugiados climáticos em debate
Enviada em 01/04/2023
As migrações de aves são eventos voluntários e intencionais, visando encontrar alimento e boas condições meteorológicas. É importante salientar, assim como os pássaros, a questão dos refugiados climáticos, que também são obrigados a abandonar as suas residências devido a uma perturbação ambiental para buscar melhores condições de vida. No entanto, há sempre um motivo para uma mudança ou saída, portanto, é preciso ter conhecimento dos motivos e dos efeitos adversos dessa questão.
Diante dessa situação, é preciso compreender a razão dos expatriados climatológicos no planeta. Segundo o relatório “Groundswell”, o Banco Mundial vai obrigar as pessoas a mudarem-se das suas regiões devido à: escassez de água, diminuição da produtividade no campo, temperaturas muito elevadas, aumento do nível do mar, perda de terras e eventos climáticos extremos, como tempestades. Dessa forma, é possível perceber como as mudanças climáticas estão alterando o habitat dessa população, fazendo com que não tenham outra opção senão fugir.
Ademais, é preciso conhecer as adversidades decorrentes dos emigrados climatológicos. Consoante a Antonio Guterres, Alto Comissariado da ONU para Refugiados, observou: “As variações climáticas podem intensificar a rivalidade por recursos naturais — água, comida, pastagens — e essa disputa pode gerar confrontos”. Dessa forma, todas as variações climáticas que estão ocorrendo com frequência não só afetam o meio ambiente, como também as pessoas a habitar nele.
Portanto, medidas são necessárias para a solução do impasse dos expatriados climatológicos. O Governo Federal, órgão de maior relevância nacional, deve, em conjunto com organizações ambientais, dar mais visibilidade e ajudar à degradação ambiental. Essa ação deve ser feita através da criação de programas de assistência econômica, social e ecossistêmico, oferecendo emprego, saúde, alimentação e moradia, bem como na arborização e reflorestamento de diversos locais, com o intuito de ajudar aqueles que chegam refugiados no país. Com atitudes como essa, cada vez menos pessoas deixarão os seus países de origem, e aqueles que o fizerem serão mais protegidos pelos seus receptores.